lunedì 18 marzo 2013

ACC - Claretiano

Atividade C.H. Prevista C.H. Realizada
CURSOS (0158) 80.0 40.0
FILMES (0154) 20.0 4.0
LIVROS (0155) 80.0 -
MONITORIAS (0156) 20.0 -

giovedì 7 marzo 2013

SOCIOLOGIA DA EDUCACAO



1.0 EM QUE MEDIDA OS TRÊS FUNDADORES DO PENSAMENTO SOCIOLÓGICO: ÉMILE DURKHEIM, KARL MARX E MAX WEBER, REFLETIRAM O SISTEMA CAPITALISTA DE PRODUÇÃO INAUGURA UM NOVO OLHAR SOBRE A EDUCAÇÃO



Educar é, antes de tudo, organizar a experiência dos indivíduos na vida cotidiana, desenvolverem-lhes a personalidade e garantir-lhes a sobrevivência. As ações empreendidas com a finalidade de educar estão diretamente relacionadas às normas sociais vigentes e aos valores compartilhados pelos indivíduos, no contexto de determinadas sociedade, cultura e tempo histórico. Se as regras do mundo social já estão prontas quando nascemos, a vida que vivemos na relação com os outros nos convida a mudá-las, e nós as mudamos, mesmo que não percebamos ou que apenas as gerações seguintes sintam os efeitos de nossa intervenção.
A sociologia é uma ciência que surge e se desenvolve com o advento do capitalismo. Por causa dessa marca de nascimento, a reflexão sociológica, que aparece na sistematização intelectual de seus fundadores mais importantes como Émile Durkheim, Karl Marx ou Max Weber, tem como ponto de partida o interesse em compreender as maravilhas e as atrocidades deste novo mundo que se abriu com o desenvolvimento da grande indústria moderna e da sociedade dividida em classes.
Para a sociologia, não há pedagogia neutra: todas são construídas e utilizadas em meio a valores e normas, com o objetivo de conservar o status quo ou de subvertê-lo. Olhar a educação do ponto de vista da sociologia é compreender que se por um lado as pedagogias são o fundamento das práticas educacionais, por outro as crenças, os valores e as normas sociais são os fundamentos da pedagogia. Este livro apresenta a sociologia da educação como a disciplina acadêmica que se preocupa em reconstruir as relações, que existem na prática cotidiana, entre as ações que objetivam educar e as estruturas da vida social, quer dizer, a economia, a cultura, as normas jurídicas, as concepções de mundo, os conflitos políticos.

1.1. ÉMILE DURKHEIM E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A EDUCAÇÃO

Nascido na Alsácia, na cidade de Épinal em 15 de abril de 1858, Émile Durkheim deu início aos seus estudos na Escola Normal Superior de Paris, formando-se mais tarde em Filosofia.
Teve seu pensamento influenciado por Augusto Comte e Herbert Spencer de forma significativa na busca científica do estudo das humanidades.
Tem no desenvolvimento da sociologia grande contribuição, notadamente na realização do trabalho em que aborda a reflexão e o reconhecimento da existência de uma “Consciência Coletiva”, ou seja, o homem inserido em um determinado grupo social, seria capaz de aprender hábitos, costumes e valores deste grupo social e assim poder conviver em seu meio.
A “Consciência Coletiva” seria fruto de um processo por ele denominado de “Socialização”, o qual advinha de tudo aquilo que habita nossas mentes e que nos orienta como “Ser Social” seja no nosso comportamento, sentimentos ou como devemos ser perante a sociedade. Deste modo, diz que a consciência coletiva é capaz de constranger, pois a mesma é coercitiva e forçosamente irá impelir o individuo a viver nos moldes estabelecidos pela sociedade.
A todos esses preceitos ele denominou como sendo “Fatos Sociais”, os quais inclusive eram para ele, os objetos de estudo da sociologia e deveriam ser tratados como “coisas”.
Contudo, nem todos os atos ou ações realizados pelo individuo seriam classificados como fato social, o qual na visão de Durkheim têm existência própria e independem daquilo que pensa e faz cada indivíduo em particular e segundo sua metodologia, para essa classificação deveria atender a três características, quais sejam:
Coercitividade, que pode ser entendido como a força que exercem sobre os indivíduos obrigando-os através do constrangimento a se conformarem com as regras, normas e valores sociais vigentes;

Exterioridade, que pode ser entendida como a existência de um fenômeno social que atua sobre os indivíduos, mas independe das vontades individuais;

Generalidade, que pode ser entendida como a manifestação de um fenômeno que permeia toda a sociedade.

O comportamento, o que sentem, pensam ou fazem os indivíduos são estabelecidos pela sociedade, pois é ela o fator determinante para a continuidade da vida social, que exerce através dos adultos a interferência no aprendizado e na educação dos mais jovens e crianças para perpetuar assim a paz e ordem social, inclusive no que diz respeito à evolução da sociedade em todos os seus aspectos.
A sociedade, para Durkheim, é governada pela lei da divisão do trabalho, o qual será cada vez mais dividido entre os individuos com a evolução social e o consequente aumento do trabalho. O resultado da divisão do trabalho seria o aumento da força produtiva, da habilidade no trabalho, rápido desenvolvimento material e intelectual da sociedade, permite que tenha equilibrio, harmonia e ordem social devido a necessidade de união e diversidade semelhante a todos os membros da sociedade, trazendo assim integração e estrutura social, por fim, tráz solidariedade social.
A solidariedade para Durkheim é dividida em solidariedade mecânica e orgânica, tendo cada uma sua estrutura própria e advém da divisão do trabalho.
A solidariedade mecânica é oriunda das semelhanças individuais, é uma necessidade de vivência social, pois liga o indivíduo à sociedade, tornando harmônica as suas relações. Para isto necessita de repressão contra qualquer desvio de limite; imposto pela consciência coletiva.
A solidariedade orgânica é a independência individual, mas depende da sociedade por que depende das partes que a compõe. Contudo a solidariedade orgânica dá parâmetros de liberdade a consciência individual, surgindo um novo tipo de solidariedade.
Quando o sistema social não atende aos anseios e aos resultados esperados pela sociadade, Durkheim diz que a sociedade está em estado patológico, ou seja, não está funcionando como esperado e por isso sofre de anomia social. A sociedade é constituida de varias instituições, as quais devem dar as diretrizes aos individuos, e estando estas instituições enfraquecidas, sem atender os preceitos e normas estabelecidas pela sociedade, ocorre o estado de anomia social. Um exemplo pratico é o estudo que elabora sobre o suicidio, o qual em determinado momento é normal, pois faz parte da vida social, mas quando o número de suicídio é muito significativo, muito acima do que é tido como “nomal” passa a ser uma patologia social, fazendo com que a sociedade viva este estado de anomia social, ou seja, a sociedade não conseguiu atigir suas finalidades sociais, o progresso social.
Para Durkheim, todo ser humano nasce egoísta, e através da sociedade torna-se solidário por meio da educação, a qual é exercida de forma vertical, de cima para baixo, ou seja, as gerações adultas agem sobre as novas gerações, ações essas que preparam as novas gerações para a vida em sociedade. Nesse diapasão, verificamos que a sociedade busca na educação preparar as novas gerações em um esforço continuo para a vida social, impondo-lhe a sua maneira de viver, de agir e sentir, num ato conservador e perpetuador de suas convicções de uma vida harmônica e sem intempéries, onde jamais chegariam as novas gerações se não fossem conduzidas e ensinas pelas gerações adultas.
Atribui à educação o papel fundamental para o desenvolvimento do ser social, pois através dela, o individuo desenvolveria em si os aspectos morais, políticos, físicos e intelectuais do grupo social em que está inserido.
Para finalizar uma frase celebre do pensador.

A educação tem por objetivo suscitar e desenvolver na criança estados físicos e morais que são requeridos pela sociedade política no seu conjunto”

Assim sendo, percebemos que Durkheim, através da sua visão da sociedade, busca no estudo de sua cultura, costumes e instrumentos normativos, verificar cientificamente, se a sociedade está bem estruturada em todas as suas instituições, buscando seu fortalecimento através da transmissão de conhecimento entre as gerações, sendo a geração adulta responsável por instruir as gerações jovens, para assim dar continuidade aos anseios sociais.
Diz também ser a educação o instrumento basilar da sociedade que só através de uma educação de qualidade poderá a sociedade ter individuos bem prapardos para enfrentar os desafio sociais e não permitir o enfrequecimento das instituições sociais, possibilitando assim, o êxito social, seja material, intectual e moral, o progresso estaria assegurado, deixando a sociedade sempre em estado de harmônia.

1.2. KARL MARX E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A EDUCAÇÃO
O clima cultural do século XIX estava mudando. Os ideais progressistas e iluministas da Revolução Industrial e Francesa não mais incendiavam e sim amedrontavam as sociedades européias e americanas. O susto pelos excessos revolucionários fortaleceu os desejos de restauração da antiga ordem. As campanhas militares de Napoleão e as obras filosóficas de Hegel recolocaram o mundo e os ideais em “ordem”, política e intelectualmente. (NOSELLA, 2005)
Deveras, os tempos estavam mudando: enquanto os socialistas utópicos ainda acreditavam na essencialidade da força de trabalho humano, os próprios industriais compreendiam que o centro nevrálgico do processo de transformação era o “meio” de trabalho, que podia ser um homem, uma mulher, uma criança ou então uma máquina, uma estrutura organizativa, algo que pode utilizar o homem ou até mesmo dispensá-lo. A relação entre trabalhador e produção era, afinal, menos orgânica e indispensável do que até então se pensava:
A revolução determinada pelas máquinas na relação jurídica entre quem compra e quem vende força de trabalho é tal que toda a transação perde até a aparência de um contrato entre pessoas livres.” (MARX, 1974, p. 440)
Em suma, para o capitalista não existe negociação objetiva entre o capital e o homem. Assim, ou o homem passa a negar radicalmente o capital ou o capital negará definitivamente o homem. Para o marxismo científico não existe a possibilidade da dialética hegeliana da conciliação entre o capital e a subjetividade humana. Funciona apenas a dialética da negação da negação. Consequentemente, só o proletariado representa a subjetividade histórica que pode garantir o homem contra seu aniquilamento e o socialismo é o seu único programa científico de auto-emancipação.
Nosella (2005), fala que o socialismo científico sofreu grande influência do cientificismo positivista, do evolucionismo darwinista e do experimentalismo; por exemplo, da psicologia: todas essas vertentes comungavam uma filosofia da história com base no determinismo. Assim, o socialismo científico concluía que o reino da liberdade (comunismo) só aconteceriaapós o reino da necessidade (capitalismo). A justaposição dos dois “reinos”, cientificamente arbitrária, era uma declinação filosófica da visão judaico-cristã da passagem (Páscoa) deste mundo, vale de lágrimas, para o mundo celeste, o paraíso. Quando Marx e Engels tentavam dizer algo sobre as características da futura sociedade comunista, apenas invertiam os sinais das características da sociedade burguesa. Assim, por exemplo, o conceito de trabalho permanece prisioneiro dos limites conceituais da crítica ao trabalho burguês. Como também o conceito de Estado não ultrapassa os limites da crítica ao Estado burguês.
Por isso, o marxismo ortodoxo ou o socialismo científico não conseguiu perceber que a educação infantil e a escola em geral, mesmo no âmbito dos Estados burgueses, tomariam enorme impulso e desenvolvimento, muito além dos limites do trabalho fabril e da escola profissional. Concluindo: o reducionismo escolar que é criticado ao socialismo ortodoxo foi reflexo, na verdade, da aporia marxiana, criticada por muitos analistas, a respeito da categoria trabalho.
Entretanto, apesar dos inegáveis limites do socialismo científico, é dele o grande mérito de combinar ensino e produção. A partir de Marx, o trabalho produtivo passou a ser o fundamento principal da pedagogia socialista, que também influenciou toda a pedagogia progressista do século XX.
A pedagogia marxista não só considera hegemônico o papel da fábrica no processo pedagógico, com referência à escola tradicional, mas também com referência à própria família. Escola e família precisam ser “educadas” pelo trabalho produtivo industrial, a primeira tornando-se cada vez mais profissional, técnica e, finalmente, tecnológica; a segunda, conhecendo a substituição da autoridade dos pais (patria potestas) pela autoridade, num primeiro momento, do capital e, finalmente, do Estado socialista industrial. (NOSELLA, 1991)
Força dos fatos, finalmente, obrigou a sociedade a reconhecer que a grande indústria, desagregando o fundamento econômico da velha família e do trabalho familiar que lhe correspondia, desagrega também as velhas relações familiares (patria potestas). Precisou, finalmente, proclamar o direito dos filhos. (MARX apud MANACORDA, 1964, p. 98).
Mesmo reconhecendo que o fundamento último da exploração infantil é a mais-valia capitalista, Marx percebe que o capital realiza a exploração das crianças através da autoridade familiar e que, portanto, a desagregação desta permite o surgimento futuro de uma forma superior de família, a socialista, assim como à forma familiar greco-romana se seguiu a germânico-cristã, etc:
Desgraçadamente, as crianças dos dois sexos não precisam de proteção contra ninguém quanto contra seus próprios pais. O sistema de exploração ilimitada do trabalho infantil em geral e do trabalho domiciliar em particular é mantido pelo fato dos pais exercitarem sobre seus jovens e tenros rebentos uma autoridade arbitrária prejudicial, sem limites e sem controle. Os pais não podem possuir o poder absoluto de tornar seus filhos meras e simples máquinas de render algum salário semanal. Crianças e adolescentes têm direito a serem protegidas pela legislação contra o abuso da autoridade paterna que arrebenta precocemente sua força física e os rebaixa na escala dos seres morais e intelectuais. (MARX apud MANACORDA, 1964, p. 98).
Aos poucos, até mesmo os princípios fundamentais da pedagogia marxista do século XIX sofriam alterações significativas. A saber: a concepção sobre a relação instrução-trabalho, escola-política e escola-herança cultural do passado estava sofrendo profundas modificações. O socialismo científico de Marx e Engels estabelecera uma relação mecânica e pontual entre trabalho fabril e escola. Era quase um somatório ou uma alternância de momentos, uns passados na escola profissional e outros na fábrica. Mas as reformas educacionais de Krupskaia concebiam essa relação de forma mais orgânica e geral, porque a fábrica influencia a sociedade como um todo e o trabalho industrial, como princípio educativo, modifica difusa e universalmente todas as esferas da sociedade. Assim, o industrialismo educa todo o conjunto da sociedade, não apenas o ser humano que está materialmente dentro dos muros da fábrica. Nesse sentido, até mesmo as creches infantis de uma sociedade industrial socialista são informadas pelo trabalho fabril como princípio educativo. (NOSELLA, 2005)
Consequentemente, a proibição do trabalho das crianças, que para Marx soava como postura idealista e reacionária, para os pedagogos socialistas soviéticos era um imperativo, sem com isso negar o princípio do trabalho industrial como fundamento universal da pedagogia socialista.

1.3. MAX WEBER E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A EDUCAÇÃO

Max Weber descreve uma educação racional, onde os indivíduos são preparados para exercer as funções dentro da sociedade. A educação é um instrumento para estratificação social, ela forma o indivíduo, diz ele. Uma educação para a qual esse indivíduo vai seguir suas ações.
Weber vê a educação como uma ação social e aponta três caminhos para a educação: despertar o carisma é o caminho direcionado àqueles indivíduos que são considerados únicos na sociedade, poderão se tornar líderes através do desenvolvimento do pensamento. A pedagogia do cultivo forma culturalmente o indivíduo para que possa exercer sua função dentro da estrutura em que ele está inserido. E a pedagogia do treinamento prepara um especialista para cumprir determinada função dentro da estrutura hierarquizada e burocrática da sociedade capitalista.
A educação, constituída por um caráter institucional, racional e burocrático, impede os estudantes tenham uma liberdade maior de construção do conhecimento, presos a uma espécie de treinamento. Desse modo o papel que o professor desempenha é de um treinador.
É preciso que o professor adote uma postura de vendedor, ou seja, que o professor proporcione aos alunos, além do conteúdo, uma reflexão. E isto vem de encontro com o modo como este conteúdo é passado. O professor deve levar em conta o conhecimento de mundo de cada aluno, suas diferenças em termos de capacidade de aprendizado, deixando de lado essa hemogeneização, essa forma estabelecida com que se cobra a sociedade.
No pensamento marxista, a educação é um espaço de reprodução ideológica dos interesses da classe dominante (a burguesia); em Durkheim, a educação é vista como instituição integradora essencial à ordem social; na perspectiva weberiana, a educação é fonte de um novo princípio de controlo, enquanto racionalidade instrumental de dominação burocrática. Se em Marx a educação pode oprimir ou emancipar o indivíduo (no sentido de “libertação”); em Durkheim, a educação é o mecanismo pelo qual ele se torna membro de uma sociedade (se torna “um ser novo”). Weber vai mais longe: a educação é factor de selecção e de estratificação social. Marx e Durkheim centraram-se no poder das forças externas ao indivíduo; Weber centrou-se na capacidade de acção do indivíduo sobre o exterior.

                    2.0. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CARVALHO, Alonso Bezerra. SILVA, Wilton Carlos Lima. Sociologia e Educação. São Paulo. 2006; Editora Avercamp.

DURKHEIM, Êmile. Educação e Sociologia 10ª ed. São Paulo, Ed. Melhoramentos, 1975.

pt.shvoong.com › Ciências Sociais › Educação

HOBSBAWN, ERIC. J. (org.). História do Marxismo: O marxismo no tempo de Marx. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1980.

QUINTANEIRO, Tãnia. Um toque de Clássicos: Durkheim, Marx e Werber. Belo Horizonte, Ed. UFMG. 1995.

SELL, Carlos Eduardo. Sociologia Clássica. 4º ed. Itajaí: Ed. UNIVALI, 2002, p.132
Battini, Okçana. Cultura e sociedade: pedagogia / Okçana Battini, Adriana de Fátima Ferreira. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.

POLITICAS DA EDUCACAO BASICA

 ANÁLISE DO PROCESSO DE MUNICIPALIZAÇÃO DO ENSINO E A
  RELAÇÃO ENTRE AS POLÍTICAS DA EDUCAÇÃO E A MELHORIA DA
                            QUALIDADE DE ENSINO NO PAÍS.

         O processo de municipalização do ensino, amparado e estimulado pelas políticas de
educação, tem como objetivo a melhoria da qualidade do ensino, visto que, em tese, favorece uma
participação mais ativa da sociedade no sistema escolar. Essa participação permite sinalizar e exigir
ações de melhoria pelo poder público. Os resultados, porém, ainda estão aquém do esperado. Este
processo ganhou força a partir da Lei no 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases), que, com a nova
divisão do sistema escolar, transferiu aos municípios a prioridade pela educação infantil e dividiu
com os Estados as responsabilidades sobre a educação fundamental.
         A municipalização do ensino também foi impulsionada pelo Fundef (Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério)
regulamentado pela Lei no 9.424/96, cuja maior inovação foi a alocação de recursos aos Estados e
Municípios com base no número de alunos atendidos pelas respectivas redes de ensino. Em outras
palavras, o Fundef tornou atrativo aos Municípios absorver o maior número possível de alunos,
tanto que, nos primeiros 7 anos do Fundef, o número de alunos matriculados na rede municipal
cresceu 20%, sendo que metade desse total ocorreu apenas nos primeiros 2 anos (Fonte: Censo
INEP).
         Nesse contexto, fica evidente que esse processo ocorreu de forma muito acelerada, sem um
efetivo planejamento que considerasse critérios básicos para a migração de alunos para as escolas
municipais como: tamanho dos municípios, nível de escolaridade dos docentes, estrutura da escolas,
dentre outros. A essência da municipalização do ensino traduz a ideia de responsabilidades claras e
a proximidade com o poder executivo dá a população condições de exigir, mas infelizmente é fruto
de políticas superficiais, a exemplo o Fundef, cujo incentivo ficou restrito ao número de matrículas
na rede e não vinculado a tão esperada qualidade do ensino.
         Seria injusto não considerar que houve melhorias educacionais nos últimos anos. Hoje a
maioria das crianças estão nas escolas. No entanto, fica evidente que as melhorias são quantitativas
e que o grande desavio está em alcançar a garantia da qualidade assegurada pela Constituição de
1988.
                                3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOCK, Ana M. B. (2003). Psicologia e Educação: Cumplicidade Ideológica. In: Psicologia Escolar:
Teorias Criticas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003. p. 79 – 103.
INFORSATO, F.A.F & INFORSATO, E.C: Políticas de municipalização de ensino: tendências ao
continuímos. Paidéia, 2001, 11(20), 49-57.
SOUZA, D.B & FARIA, L.C.M: A gestão política dos Sistemas Públicos de Ensino Pós – LDB
9.394-96.
Constituição Federal do Brasil.
LDB- Lei de Diretrizes e Bases da Educação. In: www.google.com.br.

sabato 26 gennaio 2013

Relatorio de estagio 2

Para Todos

Horário de Entrada: 13:30; Horário de Saída: 17:00
Nº de alunos: 35; idade média dos alunos: 13 anos
Nome da Professor(a): Regina

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Exemplos: Classe: 6:A
                  04hs Só para os clarets.

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Data: 18/02/2013
Horário de Entrada: 13:30; Horário de Saída: 17:00
Nº de alunos: 35; idade média dos alunos: 13 anos
Nome da Professor(a): Regina
Carga horária: 4h.
Turma da 6o A ano A  do Ensino Fundamental.
Disciplina: Artes

Durante o período de intervenção, o professor trabalhou o Arte na Pré-
História, A intervenção foi feita ao tirar as dúvidas dos alunos em distinguir arte de Hisoria.

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Participação

 Atividade desenvolvida pelo estagiário:
  • Estagiário: Passou matéria no quadro.
  • Distribuiu material para os alunos.
  • Corrigiu exercicios.
  • Recolheu as atividades dos alunos.
Regencia 
(A regencia precisa dos planos de aula )

TEMA: Nomes próprios.

JUSTIFICATIVA

O estágio é um processo importantíssimo e indispensável para o professor pois ele dá a oportunidade de assimilar a teoria e a prática, com o estágio o profissional vai conhecer a escola, o alunos, os funcionários, o dia a dia de uma escola e terá a oportunidade de colocar em prática o que aprendeu, vai também estar preparado para a profissão pois quando aprendemos queremos mostrar e o estágio é justamente onde está a oportunidade.


OBJETIVO GERAL:

          Estas atividades têm como objetivo geral, permitir às crianças as seguintes aprendizagens:

- Diferenciar letras e desenhos;
- Diferenciar letras e números;
- Diferenciar letras, umas das outras;
- A quantidade de letras usadas para escrever cada nome;
- Função da escrita dos nomes: para marcar trabalhos, identificar materiais, registrar a presença na sala de aula (função de memória da escrita) e etc;
- Orientação da escrita: da esquerda para a direita;
- Que se escreve para resolver alguns problemas práticos;
- O nome das letras;
- Um amplo repertório de letras (a diversidade e a quantidade de nomes numa mesma sala);
- Habilidades grafo-motoras;
- Uma fonte de consulta para escrever outras palavras.
           E vale a pena lembrar que o nome próprio tem uma característica: é fixo, é sempre igual, uma vez aprendido, mesmo a criança com hipóteses não alfabéticas sobre a escrita não escreve seu próprio nome segundo suas suposições, mas, sim, respeitando as restrições do modelo apresentado.

4- OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

          O presente trabalho tem como tal os seguintes objetivos específicos:
- Reconhecer as situações onde faz sentido utilizar nomes próprios: para etiquetar materiais, identificar pertences, registrar a presença em sala de aula (chamada), organizar listas de trabalho e brincadeiras, etc.
- Identificar a escrita do próprio nome.
- Escrever com e sem modelo o próprio nome.
- Ampliar o repertório de conhecimento de letras.
- Interpretar as escritas dos nomes dos colegas da turma.
- Utilizar o conhecimento sobre o próprio nome e o alheio para resolver outros problemas de escrita, tais como: quantas letras usar, quais letras, ordem das letras, interpretação de escritas e etc.

METODOLOGIA
                                                                                                                                         
            Os conteúdos aqui selecionados serão desenvolvidos através de aulas expositivas, investigativa e exploratória, sendo utilizados entre outros recursos, os livros didáticos, piloto, quadro branco, retroprojetor, tv, vídeo, cartazes, pesquisas em jornais  como as coordenadas cartesianas que eles buscarão, revistas que tratem de inteiros, atividades desenvolvidas dentro e fora da sala de aula, aplicarei as minhas aulas o máximo de atividades em que, sei eles desenvolverão.

Conteudo



Bibliografia

DEWEY, John. Lógica: teoría de la investigación. México: Fundo de Cultura, 1950.
______. Como pensamos: como se relaciona o pensamento reflexivo com o processo educativo, uma reexposição. São Paulo: C. E. Nacional, 1979.

 
Objetivo Geral Objetivo especifico Metodologia Conteudo Avaliação































domenica 20 gennaio 2013

POR QUE LER OS CLÁSSICOS?


Aluno: Benedito M. Fagundes


POR QUE LER OS CLÁSSICOS?

Ítalo Calvino (1993), de uma forma clara e compreensiva responde com quatorze respostas satisfatórias a questão: “Por que ler os clássicos”? Nos passa sua experiência e instrui quanto a ter uma visão particular da idéia de clássico, bem como procura convencer os leitores de ler livros de caráter universal. As definições estão fundadas em torno do argumento do autor, como a capacidade de um leitor na idade adulta atribuir ao ato de ler um sabor especial, por conta da sua própria bagagem vivencial. Na maturidade o livro pode ser melhor compreendido, além de despertar descobertas novas e muitas surpresas. Mesmo o tendo lido na adolescência, o leitor terá a sensação de como se estivesse lendo a primeira vez, claro, a diferença é que o amadurecimento traz todo um histórico que serve como suporte para direcionarmos a leitura, depreender as idéias, interpretar e até dialogar com o autor segundo Calvino.
Os clássicos são aqueles que mesmo depois da segunda leitura continuam bons. São livros que constituem uma riqueza para quem leu e teve vê condições de apreciar as obras. São as obras inesquecíveis que ficam guardadas mesmo que no inconsciente do individuo e desperta quando se faz umas segunda leitura.
Ele defende o uso de textos originais, pois mesmo que se leiam obras que falam do original, não terão a precisão que este tem quando nos fala. Os clássicos quando de fato lidos, nos revelam uma imensa riqueza de informações que nos surpreendem quando comparados com as informações que tínhamos a seu respeito, resultando assim num elo que liga o clássico ao leitor.
Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha pra dizer u seja, cada vez que é relido traz uma nova informação e uma nova visão da história. É aquele que quando lido traz de volta todo o aspecto histórico e cultural das gerações das gerações que foram escritos.
Para o autor os clássicos podem influenciar na vida das pessoas quando dizem muito da realidade que vivem ou direcionam a realidade com base nos propósitos do livro. Assim como podemos estreitar nossa relação com um clássico, podemos também nos encontrar em contraste, o que pode nos atrair pelo questionamento, critica etc.
Clássicos são histórias que atraem muitas críticas sobre si, mas que no final das contas essas acabam por ser relevantes. São os livros que por mais que achamos conhecer por ter ouvido falar, ficamos surpreendidos quando lemos. São aquelas obras que as pessoas se identificam, trazendo-as quase para suas vidas. São aqueles que conseguem se sobrepor aos livros atuais deixando-os como fundo, são aqueles que mesmo não sendo lidos, sempre são conhecidos ou comentados.
A leitura dos clássicos pode ser feita a luz da realidade, o que torna possível analisar a relação da leitura com o cotidiano a que pertencemos, muitas vezes diferente do que está proposto no clássico. Os verdadeiros clássicos nos fazem aprecia-los mesmo sendo incompatíveis com a nossa realidade. O autor sugere que tenhamos uma biblioteca com livros que já lemos e livros ainda por ler para que possamos fazer descobertas e a cada leitura termos uma surpresa.
Concordo com o autor quando se refere que na idade madura é possível ter uma perspectiva diferente dos livros lidos na juventude, pois nessa fase temos uma visão de mundo diferente voltado para uma trajetória histórica, internalizada, que usamos como base para poder comparar, analisar, criticar e até associar a outras obras, a fim de entender o comportamento do autor e conhecer as características das suas obras.
Reler um clássico ou lê-lo pela primeira vez causa sempre o impacto de uma nova descoberta, como se reler fosse sempre a primeira vez só que a leitura fica rica em informações, com redefinições que nos dizem algo que anteriormente não tínhamos a luz de nossas percepções.
Os clássicos se repetem ao longo do tempo, são tradicionais, são obras de qualidade que fazem parte dos estudos nas instituições de educação e da cultura de varias gerações. Em sala de aula, muitos alunos não despertam interesse por ler clássicos sem ser por obrigação. Profissionais da educação deveriam não somente ensinar que devemos ler livros modernos, atualizados e sim, livros que não tem prazo de validade, que pode ser lido por varias idades, ou seja, ler os clássicos.
Discordo quando ele afirma que só livros antigos são clássicos, afinal de contas quando eles surgiram não se tornaram clássicos de imediato, tudo isso ocorre com o tempo que perduram. Por isso acho que os grandes Best-sellers mundias também deveriam ser considerados clássicos para sua época, pois eles atingiram um grande público, entraram em suas vidas, formaram opiniões, marcaram naquele momento a história, por isso também devem ser levados em cosideração.
Na Interatividade com o curso de arte a importância está na riqueza e interatividade que a arte tem com outras disciplinas inclusive com um livro como este. Seria importante todos os professores terem acesso a esta obra maravilhosa.
A importância está na riqueza e interatividade da temática educacional. A experiencia proporcionada por interação amplia os nossos conhecimentos e entendimento academicos de forma universal enriquecendo nossa formação profissional.
O livro coloca-nos a par do pensamento de um grande filosofo do século XX. É muito importante termos a mente e o espírito abertos para podermos aprender com a história e,assim oferecermos aos alunos da rede pública um ensino de qualidade e integração no ambiente escolar.


6. Referências Bibliográficas:


www.portalsaofrancisco.com.br
http://vestibular.uol.com.br/ultnot/livrosresumos/ult2755u13.jhtm Consultado em 17de Dezewmbro de 2012, às 16:00.
Download do livro Ócio Criativo no site http://www.livrodegraca.com/2010/01/o-ocio-criativo.html


O ÓCIO CRIATIVO – DOMENICO DE MASI


Aluno: Benedito M. Fagundes


O ÓCIO CRIATIVO – DOMENICO DE MASI

Em seu Livro Domenico de Masi demonstra que Ócio Criativo não é fazer nada e sim uma composição de três coisas “Estudo” para criar o saber “Lazer” para cria alegria e bem estar “Trabalho” para criar as riquezas todas elas deve ser executadas com alegria e criatividade.

Como foi retratado pelo autor no período industrial teve a inclusão das maquinas nas empresas para substituir os processos que antes era braçal. Essas mudanças ocorreram numa proporção muito grande, porém nem tudo foi positivo. No inicio ocorreu grandes demissões gerando um repúdio dos operários à chegada dessas tecnologias, depois de algum tempo essa negatividade foram passando, graças às máquinas ocorreu o surgimento de novas fábricas e o emprego voltou a crescer, porém os operários não eram mais os mesmos pois tiveram de se atualizar para conseguir operar os equipamentos que estavam chegando. Antes utilizavam os braços e as pernas, agora além disso passa a utilizar o cérebro cada vez mais para suas atividades diárias .

Com isso a visão das empresas começa a mudar em relação aos operários, pois para ser competitiva teria que ter funcionários que fossem criativos e por sua vez os operários começou buscar cada vez mais o conhecimento. Há uma preocupação das grandes companhias no bem-estar dos seus funcionários ou seja o Lazer um dos pilares do Ócio Criativo.

Porém, temos alguns paradigmas quando falamos do Brasil, como quase todo o mundo, nós também vivemos em uma sociedade capitalista e em muitas regiões ainda está no modelo industrial antigo, visando obter lucros maiores as empresas dão menos valor aos funcionários ou seja estamos indo contra a corrente já que o mundo está em constante busca da intelectualidade para reduzir o trabalho braçal. Nós trabalhamos cada vez mais, em alguns casos a carga horária chega a mias de 12 horas, não sobrando Tempo para buscar conhecimento e lazer.

Mas isso não é o fator mais grave que impede a criatividade da população brasileira no meu ponto de vista, o principal e a falta de educação de qualidade. Concorremos às vagas nas boas universidades publicas, com os filhos dos ricos. Como eles têm acesso às boas escolas desde criança quando vão para o vestibular, há uma concorrência desleal com alunos do ensino publico que em quase todo pais é ruim. Como citou o escritor Domenico em uma entrevista ao Programa Roda Viva de 21/06/99 “é um absurdo que o Estado tome o dinheiro dos ricos para devolvê-lo aos ricos.” O mesmo faz uma referencia ao “Robin Hood Maluco”

Mas se fosse como ele citou: “tirar dos ricos e dar para ricos”, não seria tão grave, aqui é bem pior já que o Estado tira o dinheiro dos pobres para dar aos ricos, porém isso é uma parte do problema de desigualdade social no nosso País. Somos também privados de nossos direitos básicos que deveriam ser oferecidos por nossos governantes, a saúde o transporte de qualidade que cada vez mais ficam precários e nos deixa muito distante de viver o ócio criativo pregado pelo professor Domenico, pois cada vez mais temos de trabalhar para poder ter o que deveria ser de graça.

Nos últimos anos com a globalização esse quadro vem mudando, estamos passando para um modelo de pós-industrial, como foi adotado na maioria dos países desenvolvidos. As pessoas passam a utilizar o cérebro cada vez mais, estão gastando melhor seu tempo livre, estamos em constantes mudanças, uma boa parte da população começa a ter direito a programas de incentivo a educação isso está gerando mais oportunidades.

O conceito pregado pelo autor passa a surgir em alguns ambientes da sociedade brasileira que o futuro pertence a quem souber liberta da idéias tradicionais e entender que o trabalho não deve ser uma obrigação ou dever, mais sim uma mistura de atividades que se confunde com tempo livre, estudo e jogo ou seja um aprendizado constante o prazer pelo conhecimento que é adquirido constantemente.

Não posso dizer que isso é uma utopia mas estamos longe de equalizar todo país pois a diferença social e econômica é muito grande principalmente na região Norte / Nordeste. Domenico de Masi cita no Programa Roda Viva de 21/06/1999 que “o Brasil é o espelho do mundo, porque reproduz as contradições existentes no mundo inteiro” ele crê que se conseguirmos resolver nossos problemas isso será o modelo para o resto do mundo .
A criatividade e a inovação não podem brotar nas organizações que ainda são administradas com métodos, tempos e sistemas de comandos concebidos há mais de cem anos, onde o executar é tudo sendo proibido inovar e criar. Temos que evitar métodos que sirvam apenas a um capitalismo disfarçado de social-democracia. O ócio criativo deve incluir a ginástica que harmoniza o corpo e a poesia que encanta a alma. Nele, a guerra deve ser em função da paz e as coisas úteis em função das belas. É muito mais agradável trabalhar com pessoas que descansam, se divertem e gozam a vida.
O trabalho é profissão e o ócio é arte e os escravos do trabalho são os que pararam de pensar, de sonhar, de amar. Os mestres da vida são os que amam apagar a sua distinção com a arte. Só atento à plenitude da qualidade da vida quando consigo a serenidade natural da alegria, beneficiando a todos e sem prejudicar a ninguém. Viver o ócio criativo é ter a certeza de que o paraíso existe e é nesta terra. Mas o inferno também existe e consiste em não se dar conta de que vivemos num paraíso.
Não existem mais motivos pelos quais a grande massa da população deva continuar sofrendo as privações do trabalho. Somente um ceticismo idiota para nos induzir a trabalhar tanto, quando não há mais necessidade disto. Educar para o ócio significa enriquecer as coisas de significado.
É preciso ensinar o jovem a se virar nos meandros do trabalho, nos meandros do prazer. Educar para a solidão e para a companhia, para a solidariedade, o voluntariado. Há tudo o que ensinar e tudo o que aprender. É necessário ter um sábio convívio com o ócio como produto também da educação.
Educar para o ócio significa ensinar a escolher um bom filme, uma peça de teatro, espetáculo de dança ou um livro. Ensinar como estar bem consigo mesmo, a habituar-se às atividades domésticas e com a produção de inúmeras coisas que antes comprávamos. Ensinar o ócio requer uma escolha atenta dos lugares justos para repousar, para amar e se divertir.
A idéia de gozar o ócio sempre incomodou ao rico, pois com o advento da sociedade ociosa tudo muda. A escolha de um bom colchão é mais importante do que a de uma escrivaninha funcional. A escolha de um amigo com quem passear ou tirar férias é mais importante do que a escolha do colega de trabalho. É mais importante a escolha da faculdade que prepara para a vida do que a que prepara só para o exercício da profissão. O que conta não é o estresse da carreira, mas a serenidade da sabedoria.
Portanto, vamos operacionalizar a mudança do processo executivo para o ideativo, da substância, para a forma, do duradouro para o efêmero, da prática para a estética, da precisão para a aproximação, do científico para o pós-científico. O que significa a necessária substituição de uma cultura do sacrifício e da especialização cuja finalidade era o consumismo, para uma visão pós-moderna do bem-estar e da interdisciplinaridade, cujo fim é o crescimento do subjetivo, da afetividade e da melhoria da qualidade do trabalho e da qualidade da vida.
Devemos caminhar da exatidão para a aproximação, evoluindo para depois de Galileu, Newton e Descartes, buscando um mundo cujo centro não seja mais a rigidez, mas e flexibilidade e que esta substitua a simples execução. O homem é um ser pensante, mas suas grandes obras se realizam quando ele não calcula e nem pensa, mas sonha. Não é o ângulo reto e nem a linha reta dura e inflexível que me atraem, mas a curva livre e sensual. De curvas é feito todo o universo, disse Oscar Niemeyer.
Na Interatividade com o curso de arte a importância está na riqueza e interatividade que a arte tem com outras disciplinas inclusive com um livro como este. Seria importante todos os professores terem acesso a esta obra maravilhosa.
A importância está na riqueza e interatividade da temática educacional. A experiencia proporcionada por interação amplia os nossos conhecimentos e entendimento academicos de forma universal enriquecendo nossa formação profissional.
O livro coloca-nos a par do pensamento de um grande filosofo do século XX. É muito importante termos a mente e o espírito abertos para podermos aprender com a história e,assim oferecermos aos alunos da rede pública um ensino de qualidade e integração no ambiente escolar.


6. Referências Bibliográficas:


www.portalsaofrancisco.com.br
http://vestibular.uol.com.br/ultnot/livrosresumos/ult2755u13.jhtm Consultado em 17de Dezewmbro de 2012, às 16:00.
Download do livro Ócio Criativo no site http://www.livrodegraca.com/2010/01/o-ocio-criativo.html