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lunedì 18 marzo 2013
ACC - Claretiano
martedì 12 marzo 2013
giovedì 7 marzo 2013
SOCIOLOGIA DA EDUCACAO
1.0 EM QUE MEDIDA OS TRÊS FUNDADORES DO PENSAMENTO SOCIOLÓGICO: ÉMILE DURKHEIM, KARL MARX E MAX WEBER, REFLETIRAM O SISTEMA CAPITALISTA DE PRODUÇÃO INAUGURA UM NOVO OLHAR SOBRE A EDUCAÇÃO
Educar
é, antes de tudo, organizar a experiência dos indivíduos na vida
cotidiana, desenvolverem-lhes a personalidade e garantir-lhes a
sobrevivência. As ações empreendidas com a finalidade de educar
estão diretamente relacionadas às normas sociais vigentes e aos
valores compartilhados pelos indivíduos, no contexto de determinadas
sociedade, cultura e tempo histórico. Se as regras do mundo social
já estão prontas quando nascemos, a vida que vivemos na relação
com os outros nos convida a mudá-las, e nós as mudamos, mesmo que
não percebamos ou que apenas as gerações seguintes sintam os
efeitos de nossa intervenção.
A
sociologia é uma ciência que surge e se desenvolve com o advento do
capitalismo. Por causa dessa marca de nascimento, a reflexão
sociológica, que aparece na sistematização intelectual de seus
fundadores mais importantes como Émile Durkheim, Karl Marx ou Max
Weber, tem como ponto de partida o interesse em compreender as
maravilhas e as atrocidades deste novo mundo que se abriu com o
desenvolvimento da grande indústria moderna e da sociedade dividida
em classes.
Para
a sociologia, não há pedagogia neutra: todas são construídas e
utilizadas em meio a valores e normas, com o objetivo de conservar o
status quo ou de subvertê-lo. Olhar a educação do ponto de vista
da sociologia é compreender que se por um lado as pedagogias são o
fundamento das práticas educacionais, por outro as crenças, os
valores e as normas sociais são os fundamentos da pedagogia. Este
livro apresenta a sociologia da educação como a disciplina
acadêmica que se preocupa em reconstruir as relações, que existem
na prática cotidiana, entre as ações que objetivam educar e as
estruturas da vida social, quer dizer, a economia, a cultura, as
normas jurídicas, as concepções de mundo, os conflitos políticos.
1.1.
ÉMILE DURKHEIM E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A EDUCAÇÃO
Nascido
na Alsácia, na cidade de Épinal em 15 de abril de 1858, Émile
Durkheim deu início aos seus estudos na Escola Normal Superior de
Paris, formando-se mais tarde em Filosofia.
Teve
seu pensamento influenciado por Augusto Comte e Herbert Spencer de
forma significativa na busca científica do estudo das humanidades.
Tem
no desenvolvimento da sociologia grande contribuição, notadamente
na realização do trabalho em que aborda a reflexão e o
reconhecimento da existência de uma “Consciência Coletiva”, ou
seja, o homem inserido em um determinado grupo social, seria capaz de
aprender hábitos, costumes e valores deste grupo social e assim
poder conviver em seu meio.
A
“Consciência Coletiva” seria fruto de um processo por ele
denominado de “Socialização”, o qual advinha de tudo aquilo que
habita nossas mentes e que nos orienta como “Ser Social” seja no
nosso comportamento, sentimentos ou como devemos ser perante a
sociedade. Deste modo, diz que a consciência coletiva é capaz de
constranger, pois a mesma é coercitiva e forçosamente irá impelir
o individuo a viver nos moldes estabelecidos pela sociedade.
A
todos esses preceitos ele denominou como sendo “Fatos Sociais”,
os quais inclusive eram para ele, os objetos de estudo da sociologia
e deveriam ser tratados como “coisas”.
Contudo,
nem todos os atos ou ações realizados pelo individuo seriam
classificados como fato social, o qual na visão de Durkheim têm
existência própria e independem daquilo que pensa e faz cada
indivíduo em particular e segundo sua metodologia, para essa
classificação deveria atender a três características, quais
sejam:
• Coercitividade,
que pode ser entendido como a força que exercem sobre os indivíduos
obrigando-os através do constrangimento a se conformarem com as
regras, normas e valores sociais vigentes;
• Exterioridade,
que pode ser entendida como a existência de um fenômeno social que
atua sobre os indivíduos, mas independe das vontades individuais;
• Generalidade,
que pode ser entendida como a manifestação de um fenômeno que
permeia toda a sociedade.
O
comportamento, o que sentem, pensam ou fazem os indivíduos são
estabelecidos pela sociedade, pois é ela o fator determinante para a
continuidade da vida social, que exerce através dos adultos a
interferência no aprendizado e na educação dos mais jovens e
crianças para perpetuar assim a paz e ordem social, inclusive no que
diz respeito à evolução da sociedade em todos os seus aspectos.
A
sociedade, para Durkheim, é governada pela lei da divisão do
trabalho, o qual será cada vez mais dividido entre os individuos com
a evolução social e o consequente aumento do trabalho. O resultado
da divisão do trabalho seria o aumento da força produtiva, da
habilidade no trabalho, rápido desenvolvimento material e
intelectual da sociedade, permite que tenha equilibrio, harmonia e
ordem social devido a necessidade de união e diversidade semelhante
a todos os membros da sociedade, trazendo assim integração e
estrutura social, por fim, tráz solidariedade social.
A
solidariedade para Durkheim é dividida em solidariedade mecânica e
orgânica, tendo cada uma sua estrutura própria e advém da divisão
do trabalho.
A
solidariedade mecânica é oriunda das semelhanças individuais, é
uma necessidade de vivência social, pois liga o indivíduo à
sociedade, tornando harmônica as suas relações. Para isto
necessita de repressão contra qualquer desvio de limite; imposto
pela consciência coletiva.
A
solidariedade orgânica é a independência individual, mas depende
da sociedade por que depende das partes que a compõe. Contudo a
solidariedade orgânica dá parâmetros de liberdade a consciência
individual, surgindo um novo tipo de solidariedade.
Quando
o sistema social não atende aos anseios e aos resultados esperados
pela sociadade, Durkheim diz que a sociedade está em estado
patológico, ou seja, não está funcionando como esperado e por isso
sofre de anomia social. A sociedade é constituida de varias
instituições, as quais devem dar as diretrizes aos individuos, e
estando estas instituições enfraquecidas, sem atender os preceitos
e normas estabelecidas pela sociedade, ocorre o estado de anomia
social. Um exemplo pratico é o estudo que elabora sobre o suicidio,
o qual em determinado momento é normal, pois faz parte da vida
social, mas quando o número de suicídio é muito significativo,
muito acima do que é tido como “nomal” passa a ser uma patologia
social, fazendo com que a sociedade viva este estado de anomia
social, ou seja, a sociedade não conseguiu atigir suas finalidades
sociais, o progresso social.
Para
Durkheim, todo ser humano nasce egoísta, e através da sociedade
torna-se solidário por meio da educação, a qual é exercida de
forma vertical, de cima para baixo, ou seja, as gerações adultas
agem sobre as novas gerações, ações essas que preparam as novas
gerações para a vida em sociedade. Nesse diapasão, verificamos
que a sociedade busca na educação preparar as novas gerações em
um esforço continuo para a vida social, impondo-lhe a sua maneira de
viver, de agir e sentir, num ato conservador e perpetuador de suas
convicções de uma vida harmônica e sem intempéries, onde jamais
chegariam as novas gerações se não fossem conduzidas e ensinas
pelas gerações adultas.
Atribui
à educação o papel fundamental para o desenvolvimento do ser
social, pois através dela, o individuo desenvolveria em si os
aspectos morais, políticos, físicos e intelectuais do grupo social
em que está inserido.
Para
finalizar uma frase celebre do pensador.
“A
educação tem por objetivo suscitar e desenvolver na criança
estados físicos e morais que são requeridos pela sociedade política
no seu conjunto”
Assim
sendo, percebemos que Durkheim, através da sua visão da sociedade,
busca no estudo de sua cultura, costumes e instrumentos normativos,
verificar cientificamente, se a sociedade está bem estruturada em
todas as suas instituições, buscando seu fortalecimento através da
transmissão de conhecimento entre as gerações, sendo a geração
adulta responsável por instruir as gerações jovens, para assim dar
continuidade aos anseios sociais.
Diz
também ser a educação o instrumento basilar da sociedade que só
através de uma educação de qualidade poderá a sociedade ter
individuos bem prapardos para enfrentar os desafio sociais e não
permitir o enfrequecimento das instituições sociais, possibilitando
assim, o êxito social, seja material, intectual e moral, o progresso
estaria assegurado, deixando a sociedade sempre em estado de
harmônia.
1.2.
KARL MARX E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A EDUCAÇÃO
O
clima cultural do século XIX estava mudando. Os ideais progressistas
e iluministas da Revolução Industrial e Francesa não mais
incendiavam e sim amedrontavam as sociedades européias e americanas.
O susto pelos excessos revolucionários fortaleceu os desejos de
restauração da antiga ordem. As campanhas militares de Napoleão e
as obras filosóficas de Hegel recolocaram o mundo e os ideais em
“ordem”, política e intelectualmente. (NOSELLA, 2005)
Deveras,
os tempos estavam mudando: enquanto os socialistas utópicos ainda
acreditavam na essencialidade da força de trabalho humano, os
próprios industriais compreendiam que o centro nevrálgico do
processo de transformação era o “meio” de trabalho, que podia
ser um homem, uma mulher, uma criança ou então uma máquina, uma
estrutura organizativa, algo que pode utilizar o homem ou até mesmo
dispensá-lo. A relação entre trabalhador e produção era, afinal,
menos orgânica e indispensável do que até então se pensava:
“A
revolução determinada pelas máquinas na relação jurídica entre
quem compra e quem vende força de trabalho é tal que toda a
transação perde até a aparência de um contrato entre pessoas
livres.” (MARX, 1974, p. 440)
Em
suma, para o capitalista não existe negociação objetiva entre o
capital e o homem. Assim, ou o homem passa a negar radicalmente o
capital ou o capital negará definitivamente o homem. Para o marxismo
científico não existe a possibilidade da dialética hegeliana da
conciliação entre o capital e a subjetividade humana. Funciona
apenas a dialética da negação da negação. Consequentemente, só
o proletariado representa a subjetividade histórica que pode
garantir o homem contra seu aniquilamento e o socialismo é o seu
único programa científico de auto-emancipação.
Nosella
(2005), fala que o socialismo científico sofreu grande influência
do cientificismo positivista, do evolucionismo darwinista e do
experimentalismo; por exemplo, da psicologia: todas essas vertentes
comungavam uma filosofia da história com base no determinismo.
Assim, o socialismo científico concluía que o reino da liberdade
(comunismo) só aconteceriaapós o reino da necessidade
(capitalismo). A justaposição dos dois “reinos”,
cientificamente arbitrária, era uma declinação filosófica da
visão judaico-cristã da passagem (Páscoa) deste mundo, vale de
lágrimas, para o mundo celeste, o paraíso. Quando Marx e Engels
tentavam dizer algo sobre as características da futura sociedade
comunista, apenas invertiam os sinais das características da
sociedade burguesa. Assim, por exemplo, o conceito de trabalho
permanece prisioneiro dos limites conceituais da crítica ao trabalho
burguês. Como também o conceito de Estado não ultrapassa os
limites da crítica ao Estado burguês.
Por
isso, o marxismo ortodoxo ou o socialismo científico não conseguiu
perceber que a educação infantil e a escola em geral, mesmo no
âmbito dos Estados burgueses, tomariam enorme impulso e
desenvolvimento, muito além dos limites do trabalho fabril e da
escola profissional. Concluindo: o reducionismo escolar que é
criticado ao socialismo ortodoxo foi reflexo, na verdade, da aporia
marxiana, criticada por muitos analistas, a respeito da categoria
trabalho.
Entretanto,
apesar dos inegáveis limites do socialismo científico, é dele o
grande mérito de combinar ensino e produção. A partir de Marx, o
trabalho produtivo passou a ser o fundamento principal da pedagogia
socialista, que também influenciou toda a pedagogia progressista do
século XX.
A
pedagogia marxista não só considera hegemônico o papel da fábrica
no processo pedagógico, com referência à escola tradicional, mas
também com referência à própria família. Escola e família
precisam ser “educadas” pelo trabalho produtivo industrial, a
primeira tornando-se cada vez mais profissional, técnica e,
finalmente, tecnológica; a segunda, conhecendo a substituição da
autoridade dos pais (patria potestas) pela autoridade, num primeiro
momento, do capital e, finalmente, do Estado socialista industrial.
(NOSELLA, 1991)
Força
dos fatos, finalmente, obrigou a sociedade a reconhecer que a grande
indústria, desagregando o fundamento econômico da velha família e
do trabalho familiar que lhe correspondia, desagrega também as
velhas relações familiares (patria potestas). Precisou, finalmente,
proclamar o direito dos filhos. (MARX apud MANACORDA, 1964, p. 98).
Mesmo
reconhecendo que o fundamento último da exploração infantil é a
mais-valia capitalista, Marx percebe que o capital realiza a
exploração das crianças através da autoridade familiar e que,
portanto, a desagregação desta permite o surgimento futuro de uma
forma superior de família, a socialista, assim como à forma
familiar greco-romana se seguiu a germânico-cristã, etc:
“Desgraçadamente,
as crianças dos dois sexos não precisam de proteção contra
ninguém quanto contra seus próprios pais. O sistema de exploração
ilimitada do trabalho infantil em geral e do trabalho domiciliar em
particular é mantido pelo fato dos pais exercitarem sobre seus
jovens e tenros rebentos uma autoridade arbitrária prejudicial, sem
limites e sem controle. Os pais não podem possuir o poder absoluto
de tornar seus filhos meras e simples máquinas de render algum
salário semanal. Crianças e adolescentes têm direito a serem
protegidas pela legislação contra o abuso da autoridade paterna que
arrebenta precocemente sua força física e os rebaixa na escala dos
seres morais e intelectuais. (MARX apud MANACORDA, 1964, p. 98).
Aos
poucos, até mesmo os princípios fundamentais da pedagogia marxista
do século XIX sofriam alterações significativas. A saber: a
concepção sobre a relação instrução-trabalho, escola-política
e escola-herança cultural do passado estava sofrendo profundas
modificações. O socialismo científico de Marx e Engels
estabelecera uma relação mecânica e pontual entre trabalho fabril
e escola. Era quase um somatório ou uma alternância de momentos,
uns passados na escola profissional e outros na fábrica. Mas as
reformas educacionais de Krupskaia concebiam essa relação de forma
mais orgânica e geral, porque a fábrica influencia a sociedade como
um todo e o trabalho industrial, como princípio educativo, modifica
difusa e universalmente todas as esferas da sociedade. Assim, o
industrialismo educa todo o conjunto da sociedade, não apenas o ser
humano que está materialmente dentro dos muros da fábrica. Nesse
sentido, até mesmo as creches infantis de uma sociedade industrial
socialista são informadas pelo trabalho fabril como princípio
educativo. (NOSELLA, 2005)
Consequentemente,
a proibição do trabalho das crianças, que para Marx soava como
postura idealista e reacionária, para os pedagogos socialistas
soviéticos era um imperativo, sem com isso negar o princípio do
trabalho industrial como fundamento universal da pedagogia
socialista.
1.3.
MAX WEBER E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A EDUCAÇÃO
Max
Weber descreve uma educação racional, onde os indivíduos são
preparados para exercer as funções dentro da sociedade. A educação
é um instrumento para estratificação social, ela forma o
indivíduo, diz ele. Uma educação para a qual esse indivíduo vai
seguir suas ações.
Weber
vê a educação como uma ação social e aponta três caminhos para
a educação: despertar o carisma é o caminho direcionado àqueles
indivíduos que são considerados únicos na sociedade, poderão se
tornar líderes através do desenvolvimento do pensamento. A
pedagogia do cultivo forma culturalmente o indivíduo para que possa
exercer sua função dentro da estrutura em que ele está inserido. E
a pedagogia do treinamento prepara um especialista para cumprir
determinada função dentro da estrutura hierarquizada e burocrática
da sociedade capitalista.
A
educação, constituída por um caráter institucional, racional e
burocrático, impede os estudantes tenham uma liberdade maior de
construção do conhecimento, presos a uma espécie de treinamento.
Desse modo o papel que o professor desempenha é de um treinador.
É
preciso que o professor adote uma postura de vendedor, ou seja, que o
professor proporcione aos alunos, além do conteúdo, uma reflexão.
E isto vem de encontro com o modo como este conteúdo é passado. O
professor deve levar em conta o conhecimento de mundo de cada aluno,
suas diferenças em termos de capacidade de aprendizado, deixando de
lado essa hemogeneização, essa forma estabelecida com que se cobra
a sociedade.
No
pensamento marxista, a educação é um espaço de reprodução
ideológica dos interesses da classe dominante (a burguesia); em
Durkheim, a educação é vista como instituição integradora
essencial à ordem social; na perspectiva weberiana, a educação é
fonte de um novo princípio de controlo, enquanto racionalidade
instrumental de dominação burocrática. Se em Marx a educação
pode oprimir ou emancipar o indivíduo (no sentido de “libertação”);
em Durkheim, a educação é o mecanismo pelo qual ele se torna
membro de uma sociedade (se torna “um ser novo”). Weber vai mais
longe: a educação é factor de selecção e de estratificação
social. Marx e Durkheim centraram-se no poder das forças externas ao
indivíduo; Weber centrou-se na capacidade de acção do indivíduo
sobre o exterior.
2.0.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CARVALHO, Alonso
Bezerra. SILVA, Wilton Carlos Lima. Sociologia e Educação. São
Paulo. 2006; Editora Avercamp.
DURKHEIM,
Êmile. Educação e Sociologia 10ª ed. São Paulo, Ed.
Melhoramentos, 1975.
pt.shvoong.com
› Ciências Sociais › Educação
HOBSBAWN,
ERIC. J. (org.). História do Marxismo: O marxismo no tempo de Marx.
Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1980.
QUINTANEIRO,
Tãnia. Um toque de Clássicos: Durkheim, Marx e Werber. Belo
Horizonte, Ed. UFMG. 1995.
SELL,
Carlos Eduardo. Sociologia Clássica. 4º ed. Itajaí: Ed. UNIVALI,
2002, p.132
Battini,
Okçana. Cultura e sociedade: pedagogia / Okçana Battini, Adriana de
Fátima Ferreira. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.
POLITICAS DA EDUCACAO BASICA
ANÁLISE DO PROCESSO DE MUNICIPALIZAÇÃO DO ENSINO E A
RELAÇÃO ENTRE AS POLÍTICAS DA EDUCAÇÃO E A MELHORIA DA
QUALIDADE DE ENSINO NO PAÍS.
O processo de municipalização do ensino, amparado e estimulado pelas políticas de
educação, tem como objetivo a melhoria da qualidade do ensino, visto que, em tese, favorece uma
participação mais ativa da sociedade no sistema escolar. Essa participação permite sinalizar e exigir
ações de melhoria pelo poder público. Os resultados, porém, ainda estão aquém do esperado. Este
processo ganhou força a partir da Lei no 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases), que, com a nova
divisão do sistema escolar, transferiu aos municípios a prioridade pela educação infantil e dividiu
com os Estados as responsabilidades sobre a educação fundamental.
A municipalização do ensino também foi impulsionada pelo Fundef (Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério)
regulamentado pela Lei no 9.424/96, cuja maior inovação foi a alocação de recursos aos Estados e
Municípios com base no número de alunos atendidos pelas respectivas redes de ensino. Em outras
palavras, o Fundef tornou atrativo aos Municípios absorver o maior número possível de alunos,
tanto que, nos primeiros 7 anos do Fundef, o número de alunos matriculados na rede municipal
cresceu 20%, sendo que metade desse total ocorreu apenas nos primeiros 2 anos (Fonte: Censo
INEP).
Nesse contexto, fica evidente que esse processo ocorreu de forma muito acelerada, sem um
efetivo planejamento que considerasse critérios básicos para a migração de alunos para as escolas
municipais como: tamanho dos municípios, nível de escolaridade dos docentes, estrutura da escolas,
dentre outros. A essência da municipalização do ensino traduz a ideia de responsabilidades claras e
a proximidade com o poder executivo dá a população condições de exigir, mas infelizmente é fruto
de políticas superficiais, a exemplo o Fundef, cujo incentivo ficou restrito ao número de matrículas
na rede e não vinculado a tão esperada qualidade do ensino.
Seria injusto não considerar que houve melhorias educacionais nos últimos anos. Hoje a
maioria das crianças estão nas escolas. No entanto, fica evidente que as melhorias são quantitativas
e que o grande desavio está em alcançar a garantia da qualidade assegurada pela Constituição de
1988.
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOCK, Ana M. B. (2003). Psicologia e Educação: Cumplicidade Ideológica. In: Psicologia Escolar:
Teorias Criticas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003. p. 79 – 103.
INFORSATO, F.A.F & INFORSATO, E.C: Políticas de municipalização de ensino: tendências ao
continuímos. Paidéia, 2001, 11(20), 49-57.
SOUZA, D.B & FARIA, L.C.M: A gestão política dos Sistemas Públicos de Ensino Pós – LDB
9.394-96.
Constituição Federal do Brasil.
LDB- Lei de Diretrizes e Bases da Educação. In: www.google.com.br.
RELAÇÃO ENTRE AS POLÍTICAS DA EDUCAÇÃO E A MELHORIA DA
QUALIDADE DE ENSINO NO PAÍS.
O processo de municipalização do ensino, amparado e estimulado pelas políticas de
educação, tem como objetivo a melhoria da qualidade do ensino, visto que, em tese, favorece uma
participação mais ativa da sociedade no sistema escolar. Essa participação permite sinalizar e exigir
ações de melhoria pelo poder público. Os resultados, porém, ainda estão aquém do esperado. Este
processo ganhou força a partir da Lei no 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases), que, com a nova
divisão do sistema escolar, transferiu aos municípios a prioridade pela educação infantil e dividiu
com os Estados as responsabilidades sobre a educação fundamental.
A municipalização do ensino também foi impulsionada pelo Fundef (Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério)
regulamentado pela Lei no 9.424/96, cuja maior inovação foi a alocação de recursos aos Estados e
Municípios com base no número de alunos atendidos pelas respectivas redes de ensino. Em outras
palavras, o Fundef tornou atrativo aos Municípios absorver o maior número possível de alunos,
tanto que, nos primeiros 7 anos do Fundef, o número de alunos matriculados na rede municipal
cresceu 20%, sendo que metade desse total ocorreu apenas nos primeiros 2 anos (Fonte: Censo
INEP).
Nesse contexto, fica evidente que esse processo ocorreu de forma muito acelerada, sem um
efetivo planejamento que considerasse critérios básicos para a migração de alunos para as escolas
municipais como: tamanho dos municípios, nível de escolaridade dos docentes, estrutura da escolas,
dentre outros. A essência da municipalização do ensino traduz a ideia de responsabilidades claras e
a proximidade com o poder executivo dá a população condições de exigir, mas infelizmente é fruto
de políticas superficiais, a exemplo o Fundef, cujo incentivo ficou restrito ao número de matrículas
na rede e não vinculado a tão esperada qualidade do ensino.
Seria injusto não considerar que houve melhorias educacionais nos últimos anos. Hoje a
maioria das crianças estão nas escolas. No entanto, fica evidente que as melhorias são quantitativas
e que o grande desavio está em alcançar a garantia da qualidade assegurada pela Constituição de
1988.
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOCK, Ana M. B. (2003). Psicologia e Educação: Cumplicidade Ideológica. In: Psicologia Escolar:
Teorias Criticas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003. p. 79 – 103.
INFORSATO, F.A.F & INFORSATO, E.C: Políticas de municipalização de ensino: tendências ao
continuímos. Paidéia, 2001, 11(20), 49-57.
SOUZA, D.B & FARIA, L.C.M: A gestão política dos Sistemas Públicos de Ensino Pós – LDB
9.394-96.
Constituição Federal do Brasil.
LDB- Lei de Diretrizes e Bases da Educação. In: www.google.com.br.
sabato 26 gennaio 2013
Relatorio de estagio 2
Para Todos
Horário de Entrada: 13:30; Horário de Saída: 17:00
Nº de alunos: 35; idade média dos alunos: 13 anos
Nome da Professor(a): Regina
--------------------------------
Exemplos: Classe: 6:A
04hs Só para os clarets.
-------
Data: 18/02/2013
Horário de Entrada: 13:30; Horário de Saída: 17:00
Nº de alunos: 35; idade média dos alunos: 13 anos
Nome da Professor(a): Regina
Carga horária: 4h.
Turma da 6o A ano A do Ensino Fundamental.
Disciplina: Artes
Durante o período de intervenção, o professor trabalhou o Arte na Pré-
História, A intervenção foi feita ao tirar as dúvidas dos alunos em distinguir arte de Hisoria.
------------------
Participação
Atividade desenvolvida pelo estagiário:
- Estagiário: Passou matéria no quadro.
- Distribuiu material para os alunos.
- Corrigiu exercicios.
- Recolheu as atividades dos alunos.
Regencia
(A regencia precisa dos planos de aula )
TEMA: Nomes próprios.
O estágio é um processo importantíssimo e indispensável para o professor pois ele dá a oportunidade de assimilar a teoria e a prática, com o estágio o profissional vai conhecer a escola, o alunos, os funcionários, o dia a dia de uma escola e terá a oportunidade de colocar em prática o que aprendeu, vai também estar preparado para a profissão pois quando aprendemos queremos mostrar e o estágio é justamente onde está a oportunidade.
OBJETIVO GERAL:
Estas atividades têm como objetivo geral, permitir às crianças as seguintes aprendizagens:
- Diferenciar letras e desenhos;
- Diferenciar letras e números;
- Diferenciar letras, umas das outras;
- A quantidade de letras usadas para escrever cada nome;
- Função da escrita dos nomes: para marcar trabalhos, identificar materiais, registrar a presença na sala de aula (função de memória da escrita) e etc;
- Orientação da escrita: da esquerda para a direita;
- Que se escreve para resolver alguns problemas práticos;
- O nome das letras;
- Um amplo repertório de letras (a diversidade e a quantidade de nomes numa mesma sala);
- Habilidades grafo-motoras;
- Uma fonte de consulta para escrever outras palavras.
E vale a pena lembrar que o nome próprio tem uma característica: é fixo, é sempre igual, uma vez aprendido, mesmo a criança com hipóteses não alfabéticas sobre a escrita não escreve seu próprio nome segundo suas suposições, mas, sim, respeitando as restrições do modelo apresentado.
4- OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
O presente trabalho tem como tal os seguintes objetivos específicos:
- Reconhecer as situações onde faz sentido utilizar nomes próprios: para etiquetar materiais, identificar pertences, registrar a presença em sala de aula (chamada), organizar listas de trabalho e brincadeiras, etc.
- Identificar a escrita do próprio nome.
- Escrever com e sem modelo o próprio nome.
- Ampliar o repertório de conhecimento de letras.
- Interpretar as escritas dos nomes dos colegas da turma.
- Utilizar o conhecimento sobre o próprio nome e o alheio para resolver outros problemas de escrita, tais como: quantas letras usar, quais letras, ordem das letras, interpretação de escritas e etc.
Os conteúdos aqui selecionados serão desenvolvidos através de aulas expositivas, investigativa e exploratória, sendo utilizados entre outros recursos, os livros didáticos, piloto, quadro branco, retroprojetor, tv, vídeo, cartazes, pesquisas em jornais como as coordenadas cartesianas que eles buscarão, revistas que tratem de inteiros, atividades desenvolvidas dentro e fora da sala de aula, aplicarei as minhas aulas o máximo de atividades em que, sei eles desenvolverão.
Conteudo
Bibliografia
DEWEY, John. Lógica: teoría de la investigación. México: Fundo de Cultura, 1950.
______. Como pensamos: como se relaciona o pensamento reflexivo com o processo educativo, uma reexposição. São Paulo: C. E. Nacional, 1979.
______. Como pensamos: como se relaciona o pensamento reflexivo com o processo educativo, uma reexposição. São Paulo: C. E. Nacional, 1979.
| Objetivo Geral | Objetivo especifico | Metodologia | Conteudo | Avaliação |
domenica 20 gennaio 2013
POR QUE LER OS CLÁSSICOS?
POR QUE LER OS CLÁSSICOS?
Ítalo
Calvino (1993), de uma forma clara e compreensiva responde com
quatorze respostas satisfatórias a questão: “Por que ler os
clássicos”? Nos passa sua experiência e instrui quanto a ter uma
visão particular da idéia de clássico, bem como procura convencer
os leitores de ler livros de caráter universal. As definições
estão fundadas em torno do argumento do autor, como a capacidade de
um leitor na idade adulta atribuir ao ato de ler um sabor especial,
por conta da sua própria bagagem vivencial. Na maturidade o livro
pode ser melhor compreendido, além de despertar descobertas novas e
muitas surpresas. Mesmo o tendo lido na adolescência, o leitor terá
a sensação de como se estivesse lendo a primeira vez, claro, a
diferença é que o amadurecimento traz todo um histórico que serve
como suporte para direcionarmos a leitura, depreender as idéias,
interpretar e até dialogar com o autor segundo Calvino.
Os
clássicos são aqueles que mesmo depois da segunda leitura continuam
bons. São livros que constituem uma riqueza para quem leu e teve vê
condições de apreciar as obras. São as obras inesquecíveis que
ficam guardadas mesmo que no inconsciente do individuo e desperta
quando se faz umas segunda leitura.
Ele
defende o uso de textos originais, pois mesmo que se leiam obras que
falam do original, não terão a precisão que este tem quando nos
fala. Os clássicos quando de fato lidos, nos revelam uma imensa
riqueza de informações que nos surpreendem quando comparados com as
informações que tínhamos a seu respeito, resultando assim num elo
que liga o clássico ao leitor.
Um
clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha
pra dizer u seja, cada vez que é relido traz uma nova informação e
uma nova visão da história. É aquele que quando lido traz de volta
todo o aspecto histórico e cultural das gerações das gerações
que foram escritos.
Para
o autor os clássicos podem influenciar na vida das pessoas quando
dizem muito da realidade que vivem ou direcionam a realidade com base
nos propósitos do livro. Assim como podemos estreitar nossa relação
com um clássico, podemos também nos encontrar em contraste, o que
pode nos atrair pelo questionamento, critica etc.
Clássicos
são histórias que atraem muitas críticas sobre si, mas que no
final das contas essas acabam por ser relevantes. São os livros que
por mais que achamos conhecer por ter ouvido falar, ficamos
surpreendidos quando lemos. São aquelas obras que as pessoas se
identificam, trazendo-as quase para suas vidas. São aqueles que
conseguem se sobrepor aos livros atuais deixando-os como fundo, são
aqueles que mesmo não sendo lidos, sempre são conhecidos ou
comentados.
A
leitura dos clássicos pode ser feita a luz da realidade, o que torna
possível analisar a relação da leitura com o cotidiano a que
pertencemos, muitas vezes diferente do que está proposto no
clássico. Os verdadeiros clássicos nos fazem aprecia-los mesmo
sendo incompatíveis com a nossa realidade. O autor sugere que
tenhamos uma biblioteca com livros que já lemos e livros ainda por
ler para que possamos fazer descobertas e a cada leitura termos uma
surpresa.
Concordo
com o autor quando se refere que na idade madura é possível ter uma
perspectiva diferente dos livros lidos na juventude, pois nessa fase
temos uma visão de mundo diferente voltado para uma trajetória
histórica, internalizada, que usamos como base para poder comparar,
analisar, criticar e até associar a outras obras, a fim de entender
o comportamento do autor e conhecer as características das suas
obras.
Reler
um clássico ou lê-lo pela primeira vez causa sempre o impacto de
uma nova descoberta, como se reler fosse sempre a primeira vez só
que a leitura fica rica em informações, com redefinições que nos
dizem algo que anteriormente não tínhamos a luz de nossas
percepções.
Os clássicos
se repetem ao longo do tempo, são tradicionais, são obras de
qualidade que fazem parte dos estudos nas instituições de educação
e da cultura de varias gerações. Em sala de aula, muitos alunos não
despertam interesse por ler clássicos sem ser por obrigação.
Profissionais da educação deveriam não somente ensinar que devemos
ler livros modernos, atualizados e sim, livros que não tem prazo de
validade, que pode ser lido por varias idades, ou seja, ler os
clássicos.
Discordo
quando ele afirma que só livros antigos são clássicos, afinal de
contas quando eles surgiram não se tornaram clássicos de imediato,
tudo isso ocorre com o tempo que perduram. Por isso acho que os
grandes Best-sellers mundias também deveriam ser considerados
clássicos para sua época, pois eles atingiram um grande público,
entraram em suas vidas, formaram opiniões, marcaram naquele momento
a história, por isso também devem ser levados em cosideração.
Na
Interatividade com o curso de arte a
importância está na riqueza e interatividade que a arte tem com
outras disciplinas inclusive com um livro como este. Seria
importante todos os professores terem acesso a esta obra maravilhosa.
A importância está na riqueza e
interatividade da temática educacional. A experiencia proporcionada
por interação amplia os nossos conhecimentos e entendimento
academicos de forma universal enriquecendo nossa formação
profissional.
O livro coloca-nos a par do
pensamento de um grande filosofo do século XX. É muito importante
termos a mente e o espírito abertos para podermos aprender com a
história e,assim oferecermos aos alunos da rede pública um ensino
de qualidade e integração no ambiente escolar.
6.
Referências Bibliográficas:
www.portalsaofrancisco.com.br
http://vestibular.uol.com.br/ultnot/livrosresumos/ult2755u13.jhtm
Consultado em 17de Dezewmbro de 2012, às 16:00.
Download
do livro Ócio Criativo no site
http://www.livrodegraca.com/2010/01/o-ocio-criativo.html
O ÓCIO CRIATIVO – DOMENICO DE MASI
Em
seu Livro Domenico de Masi demonstra que Ócio Criativo não é fazer
nada e sim uma composição de três coisas “Estudo” para criar o
saber “Lazer” para cria alegria e bem estar “Trabalho” para
criar as riquezas todas elas deve ser executadas com alegria e
criatividade.
Como
foi retratado pelo autor no período industrial teve a inclusão das
maquinas nas empresas para substituir os processos que antes era
braçal. Essas mudanças ocorreram numa proporção muito grande,
porém nem tudo foi positivo. No inicio ocorreu grandes demissões
gerando um repúdio dos operários à chegada dessas tecnologias,
depois de algum tempo essa negatividade foram passando, graças às
máquinas ocorreu o surgimento de novas fábricas e o emprego voltou
a crescer, porém os operários não eram mais os mesmos pois tiveram
de se atualizar para conseguir operar os equipamentos que estavam
chegando. Antes utilizavam os braços e as pernas, agora além disso
passa a utilizar o cérebro cada vez mais para suas atividades
diárias .
Com
isso a visão das empresas começa a mudar em relação aos
operários, pois para ser competitiva teria que ter funcionários que
fossem criativos e por sua vez os operários começou buscar cada vez
mais o conhecimento. Há uma preocupação das grandes companhias no
bem-estar dos seus funcionários ou seja o Lazer um dos pilares do
Ócio Criativo.
Porém, temos alguns paradigmas quando falamos do
Brasil, como quase todo o mundo, nós também vivemos em uma
sociedade capitalista e em muitas regiões ainda está no modelo
industrial antigo, visando obter lucros maiores as empresas dão
menos valor aos funcionários ou seja estamos indo contra a corrente
já que o mundo está em constante busca da intelectualidade para
reduzir o trabalho braçal. Nós trabalhamos cada vez mais, em alguns
casos a carga horária chega a mias de 12 horas, não sobrando Tempo
para buscar conhecimento e lazer.
Mas
isso não é o fator mais grave que impede a criatividade da
população brasileira no meu ponto de vista, o principal e a falta
de educação de qualidade. Concorremos às vagas nas boas
universidades publicas, com os filhos dos ricos. Como eles têm
acesso às boas escolas desde criança quando vão para o vestibular,
há uma concorrência desleal com alunos do ensino publico que em
quase todo pais é ruim. Como citou o escritor Domenico em uma
entrevista ao Programa Roda Viva de 21/06/99 “é um absurdo que o
Estado tome o dinheiro dos ricos para devolvê-lo aos ricos.” O
mesmo faz uma referencia ao “Robin Hood Maluco”
Mas
se fosse como ele citou: “tirar dos ricos e dar para ricos”, não
seria tão grave, aqui é bem pior já que o Estado tira o dinheiro
dos pobres para dar aos ricos, porém isso é uma parte do problema
de desigualdade social no nosso País. Somos também privados de
nossos direitos básicos que deveriam ser oferecidos por nossos
governantes, a saúde o transporte de qualidade que cada vez mais
ficam precários e nos deixa muito distante de viver o ócio criativo
pregado pelo professor Domenico, pois cada vez mais temos de
trabalhar para poder ter o que deveria ser de graça.
Nos
últimos anos com a globalização esse quadro vem mudando, estamos
passando para um modelo de pós-industrial, como foi adotado na
maioria dos países desenvolvidos. As pessoas passam a utilizar o
cérebro cada vez mais, estão gastando melhor seu tempo livre,
estamos em constantes mudanças, uma boa parte da população começa
a ter direito a programas de incentivo a educação isso está
gerando mais oportunidades.
O
conceito pregado pelo autor passa a surgir em alguns ambientes da
sociedade brasileira que o futuro pertence a quem souber liberta da
idéias tradicionais e entender que o trabalho não deve ser uma
obrigação ou dever, mais sim uma mistura de atividades que se
confunde com tempo livre, estudo e jogo ou seja um aprendizado
constante o prazer pelo conhecimento que é adquirido constantemente.
Não posso
dizer que isso é uma utopia mas estamos longe de equalizar todo país
pois a diferença social e econômica é muito grande principalmente
na região Norte / Nordeste. Domenico de Masi cita no Programa Roda
Viva de 21/06/1999 que “o Brasil é o espelho do mundo, porque
reproduz as contradições existentes no mundo inteiro” ele crê
que se conseguirmos resolver nossos problemas isso será o modelo
para o resto do mundo .
A
criatividade e a inovação não podem brotar nas organizações que
ainda são administradas com métodos, tempos e sistemas de comandos
concebidos há mais de cem anos, onde o executar é tudo sendo
proibido inovar e criar. Temos que evitar métodos que sirvam apenas
a um capitalismo disfarçado de social-democracia. O ócio criativo
deve incluir a ginástica que harmoniza o corpo e a poesia que
encanta a alma. Nele, a guerra deve ser em função da paz e as
coisas úteis em função das belas. É muito mais agradável
trabalhar com pessoas que descansam, se divertem e gozam a vida.
O
trabalho é profissão e o ócio é arte e os escravos do trabalho
são os que pararam de pensar, de sonhar, de amar. Os mestres da vida
são os que amam apagar a sua distinção com a arte. Só atento à
plenitude da qualidade da vida quando consigo a serenidade natural da
alegria, beneficiando a todos e sem prejudicar a ninguém. Viver o
ócio criativo é ter a certeza de que o paraíso existe e é nesta
terra. Mas o inferno também existe e consiste em não se dar conta
de que vivemos num paraíso.
Não
existem mais motivos pelos quais a grande massa da população deva
continuar sofrendo as privações do trabalho. Somente um ceticismo
idiota para nos induzir a trabalhar tanto, quando não há mais
necessidade disto. Educar para o ócio significa enriquecer as coisas
de significado.
É
preciso ensinar o jovem a se virar nos meandros do trabalho, nos
meandros do prazer. Educar para a solidão e para a companhia, para a
solidariedade, o voluntariado. Há tudo o que ensinar e tudo o que
aprender. É necessário ter um sábio convívio com o ócio como
produto também da educação.
Educar
para o ócio significa ensinar a escolher um bom filme, uma peça de
teatro, espetáculo de dança ou um livro. Ensinar como estar bem
consigo mesmo, a habituar-se às atividades domésticas e com a
produção de inúmeras coisas que antes comprávamos. Ensinar o ócio
requer uma escolha atenta dos lugares justos para repousar, para amar
e se divertir.
A
idéia de gozar o ócio sempre incomodou ao rico, pois com o advento
da sociedade ociosa tudo muda. A escolha de um bom colchão é mais
importante do que a de uma escrivaninha funcional. A escolha de um
amigo com quem passear ou tirar férias é mais importante do que a
escolha do colega de trabalho. É mais importante a escolha da
faculdade que prepara para a vida do que a que prepara só para o
exercício da profissão. O que conta não é o estresse da carreira,
mas a serenidade da sabedoria.
Portanto,
vamos operacionalizar a mudança do processo executivo para o
ideativo, da substância, para a forma, do duradouro para o efêmero,
da prática para a estética, da precisão para a aproximação, do
científico para o pós-científico. O que significa a necessária
substituição de uma cultura do sacrifício e da especialização
cuja finalidade era o consumismo, para uma visão pós-moderna do
bem-estar e da interdisciplinaridade, cujo fim é o crescimento do
subjetivo, da afetividade e da melhoria da qualidade do trabalho e da
qualidade da vida.
Devemos
caminhar da exatidão para a aproximação, evoluindo para depois de
Galileu, Newton e Descartes, buscando um mundo cujo centro não seja
mais a rigidez, mas e flexibilidade e que esta substitua a simples
execução. O homem é um ser pensante, mas suas grandes obras se
realizam quando ele não calcula e nem pensa, mas sonha. Não é o
ângulo reto e nem a linha reta dura e inflexível que me atraem, mas
a curva livre e sensual. De curvas é feito todo o universo, disse
Oscar Niemeyer.
Na
Interatividade com o curso de arte a
importância está na riqueza e interatividade que a arte tem com
outras disciplinas inclusive com um livro como este. Seria
importante todos os professores terem acesso a esta obra maravilhosa.
A importância está na riqueza e
interatividade da temática educacional. A experiencia proporcionada
por interação amplia os nossos conhecimentos e entendimento
academicos de forma universal enriquecendo nossa formação
profissional.
O livro coloca-nos a par do
pensamento de um grande filosofo do século XX. É muito importante
termos a mente e o espírito abertos para podermos aprender com a
história e,assim oferecermos aos alunos da rede pública um ensino
de qualidade e integração no ambiente escolar.
6.
Referências Bibliográficas:
www.portalsaofrancisco.com.br
http://vestibular.uol.com.br/ultnot/livrosresumos/ult2755u13.jhtm
Consultado em 17de Dezewmbro de 2012, às 16:00.
Download
do livro Ócio Criativo no site
http://www.livrodegraca.com/2010/01/o-ocio-criativo.html
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